Era
virada de ano, já tinha estado com a família, conversado, celebrado e agora
estava em casa. Me preparava para dormir quando escuto alguém gritar meu nome e
logo em seguida o celular toca. Reparo na hora: quatro da manhã. É um número
desconhecido, atendo com a voz nitidamente irritada: “- Quem é?” “- Vem aqui
fora.” “- Quem é?” – e a ligação foi encerrada.
Saímos
pelas ruas, a princípio sem destino. Fomos à casa de um outro amigo em um
bairro distante, ficamos lá até as seis horas e tiramos as primeiras fotos do
ano. Durante o percurso, encontramos uma mulher vestida de noiva, ela devia
estar voltando de alguma festa à fantasia, resolvemos parar e tirar uma foto
com ela. Em seguida passamos na Beira-Rio, compramos e bebemos o primeiro
refrigerante do ano. E aí decidimos que iríamos pisar os pés no Estado do Tocantins
no primeiro dia do ano. Atravessamos a ponte Dom Afonso Felipe Gregory e
voltamos.
Cheguei
em casa às oito da manhã. Minha mãe tomava café e disse que estava pensando em
ir me procurar nos hospitais, na delegacia. E lá fui eu ouvir a primeira bronca
do ano.

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