(O meu amor existe - Jorge Palma)
30/01/2011
Trinta mil cavalos a galopar no peito
28/01/2011
[Minha] parte roubada/perdida
Vou lhe dizer a maneira como me sinto:
É como se eu não estivesse inteira. Estou só uma parte de mim. E não parece que eu perdi a outra parte... É como se tivessem me roubado e eu sinto muito a falta dessa minha parte supostamente roubada...
Talvez nem tenha sido roubada... As vezes me parece que eu a esqueci em algum lugar e só me dei conta disso quando meu riso não era o mesmo... Quando, interiormente, comecei a sentir uma angustia... E meus olhos, agora inquietos, percorrem todos os lugares na tentativa inútil de achar a minha outra parte roubada ou perdida.
Vanessa de Paula
24/01/2011
O amor
- Papai, tem uma coisa que eu quero saber...
- O que é pequena Sofia?
- Papai, o amor existe?
Vanessa de Paula
16/01/2011
[...]
- Um dia eu vi o sol se pôr quarenta e três vezes!
E um pouco mais tarde acrescentaste:
- Quando a gente está triste demais, gosta do pôr-do-sol...
- Estavas tão triste assim no dia dos quarenta e três?
Mas o principezinho não respondeu.
(O Pequeno Príncipe)
14/01/2011
Just to break my own fall ♪
11/01/2011
O que é patriotismo?
O macho tem futuro?
[...]
Pouco instrumentalizados para o que vem nas próximas décadas (enquanto que as mulheres continuam se preparando para o futuro), nós, homens, ainda agimos como nossos pais (e avós): acreditamos que manifestações de afeto podem ser expressas materialmente. Entupimos os quartos de nossos filhos com brinquedos em troca do carinho que não encontramos tempo de oferecer. Oferecemos às nossas mulheres flores, jóias e jantares caros como substitutos de conversas inteligentes, amor e sexo. São soluções pobres, de machos desorientados. Que estão correndo grande risco de perder a hegemonia.
Jaime Pinsky
10/01/2011
No quase fim da adolescência [...]
Já me chamaram de maconheira, de cachaceira, de puta, de doida... Tudo bem, eu sei que eu já errei muito, ok? Mas eu to tentando fazer as coisas certas agora. Não porque eu queira que vocês pensem bem de mim. NÃO. Não é por isso, definitivamente. É que EU DECIDI que é o melhor pra MIM! E não que eu deva alguma explicação a vocês. Eu só queria pedir pra me deixarem em paz... Aliais, o que eu quero é que vocês não falem de mim!
Mesmo que eu estivesse querendo fazer tudo errado e ainda estivesse gostando de fazer tudo errado... Ainda assim, vocês não teriam o direito de dizer nada! Porque a vida é minha e eu tenho direito de decidir o que fazer com ela. Então parem de me olhar de canto, desconfiados... Parem de me fazer perguntas. Parem de querer me vigiar. Parem de falar de mim e de minhas escolhas, de meus amigos, de minhas notas, de meu cabelo, de minha roupa, de minha vida! Pronto, Ponto.
Vanessa de Paula
06/01/2011
- Eu vejo lixo na rua
- Todo tempo!

Em todos os lugares que eu vou, parece uma praga, uma maldição, ou qualquer coisa do tipo. Pode faltar tudo: lixeiras, asfalto, casas... Mas lixo não falta.
E é revoltante, porque o mundo é nossa casa (pelo menos por enquanto) e devemos preservar o que nos foi dado. Mas tudo bem, eu até entendo, porque simplesmente é impossível querer que pessoas sem o mínimo de escolaridade tenham algum tipo de consciência ambiental.
E o que podemos fazer? Acho que nos resta saber escolher representantes competentes que se preocupem com a educação e que invistam na educação, e não somente em suas campanhas eleitorais.
Vanessa de Paula
05/01/2011
[...]
É bom quando a gente percebe que é capaz de superar a dor de uma perda. A dor que sentimos quando é retirado um pedaço de nós, sem o menor cuidado, sem a menor piedade...
02/01/2011
Sinônimos de vontade

Uma vontade louca, um desejo súbito de fugir nesse exato momento. De ir morar pra uma praia, passar o dia inteiro assim: banhando de mar, sentindo o vento soprando no rosto, tomando água de coco, pisando na areia da praia. Ai que vontade grande. De jogar tudo pro alto e ir ser feliz. Correr. Correr pra tentar alcançar a felicidade que insisti em querer escapar entre dos dedos, mesmo as mãos estando fechadas, e eu com medo de não conseguir deter essa felicidade tão fugaz. Virar hippie e não me estressar com nada, viver cada segundo de vida, não me importar com absolutamente nada. Mas enquanto não posso simplesmente fugir de casa, virar hippie e curtir a vida, fico aqui, sonhando.
Vanessa de Paula
