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18/04/2011

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Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite.

É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição.

Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício. Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo.

Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido. Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho.

Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus.

Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades.

Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar.

O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser.

E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma.

Tudo depende só de mim.

Charles Chaplin

08/04/2011

Crescer dói

Quando as palavras já não são suficientes, quando é impossível verbalizar a confusão de sentimentos, sensações, emoções que se passam por dentro; quando as tentativas de colocar no papel o que se sente são em vão, restam apenas gestos: olhos umedecidos e perdidos, corpo esquivo, cabeça baixa, denunciando a tristeza que assola e consome toda força e vontade de lutar. É o que se pode sentir diante da fatalidade da vida.

Nem tudo o que se sente pode ser escrito. Um simples papel pode não ser capaz de suportar tanta dor.
Mas há em mim uma necessidade de expor, porque de alguma forma posso me sentir menos triste.
Talvez ao expor, posso exteriorizar, afinal.
De qualquer forma, escrever sempre me foi uma saída.
Gostaria de transformar minha angustia em arte, mas ela é rebelde, não se deixa domar, pelo contrário, ela luta para me dominar.