Era
virada de ano, já tinha estado com a família, conversado, celebrado e agora
estava em casa. Me preparava para dormir quando escuto alguém gritar meu nome e
logo em seguida o celular toca. Reparo na hora: quatro da manhã. É um número
desconhecido, atendo com a voz nitidamente irritada: “- Quem é?” “- Vem aqui
fora.” “- Quem é?” – e a ligação foi encerrada.
Caminho
em direção à porta, abro e vejo dois amigos. Cada um em uma moto. Um deles
fala: “Vamos andar?”. Penso: “Está tarde, estou cansada...” mas o que eu disse
foi: “Vamos!”
